Por Janilson Sales de Carvalho – Coordenador Geral do SINTRAJURN
O SINTRAJURN realizou na sede, no dia 10/07/2026, o “Primeiro Encontro de Aposentados”. O evento contou com a presença de aproximadamente quarenta pessoas. O encontro foi uma promessa de campanha da atual diretoria. Como todo encontro de antigos amigos foi marcado por momentos de alegria e boas conversas. O aposentado do TRT, Francisco Erivaldo, ex-diretor do Serviço de Pagamento, proferiu a palestra com o tema “Aposentado sim, inativo não”, possibilitando uma bela reflexão sobre a vida e suas potencialidades após o tempo destinado ao trabalho. A interação com o público revelou que nenhum deles está parado e que buscam atividades diversas para ocupar o tempo valorizando e alegrando cada dia.
Ouvir um aposentado é como ouvir um oráculo sagrado num templo. Ele traz em si a sabedoria da experiência revelada no tempo. Vivemos numa dinâmica extremamente cegante para observarmos a beleza da vida. Vendemos, pois precisamos para sobreviver, horas dias, meses e anos ao mundo do trabalho. Nossa vida ocupa apenas os intervalos. Esse processo culminou no surgimento do paroxismo que vê no trabalho o próprio motivo da vida. É comum ouvir colegas que entraram nesse espaço assustador.
Temos nos tribunais centenas de pessoas com abono de permanência. Se resolverem sair de uma vez os serviços sofrerão um impacto paralisante. Cada um relata seus motivos para permanecer na atividade laboral. Naturalmente é uma questão delicada e pessoal. O TRT tem realizado eventos para uma preparação para aposentadoria, porém, a participação dos servidores com abono é mínima. Alguns poucos participam das dezenas que deveriam comparecer. A presença desses servidores deveria ser obrigatória como acontece nos treinamentos para domínio de novas tecnologias e rotinas de trabalho, Nesses casos os horários na sala de aula são compensados como trabalho. O mesmo deveria acontecer com a preparação para aposentadoria.
Nos próximos encontros de aposentados no SINTRAJURN buscaremos também a presença de servidores que estejam no abono de permanência. A interação desses colegas contribuirá para uma reflexão positiva sobre a aposentadoria. Nada se compara a ouvir alguém que esteja vivendo plenamente em mundo sem o trabalho obrigatório, revelando um universo repleto de escolhas e de possibilidades que estão invisíveis aos olhos cansados e ocupados com rotinas infindáveis e repetitivas do trabalho.






