O SINTRAJURN esteve presente no Ato realizado no dia 1º de abril em Natal, que marcou os 62 anos do golpe empresarial-militar de 1964 e reforçou a necessidade de justiça pelos crimes cometidos durante a ditadura, além da defesa permanente da democracia no Brasil. A atividade iniciou-se às 16h, no espaço público ao lado do Palácio dos Esportes Djalma Maranhão.
O Sindicato foi representado pelos coordenadores Janilson Sales de Carvalho, Max FoeppeI e Francisca Gomes da Silva, que se somaram a diversas entidades, movimentos sociais e à população potiguar em um momento de reflexão e mobilização política.
Para o coordenador-geral Janilson Carvalho, a participação no ato também cumpre o papel de alerta permanente da sociedade e das entidades para que episódios autoritários não se repitam. “A nossa presença aqui reafirma o compromisso com a memória e com a democracia, mas também serve como um chamado à vigilância. Vivemos recentemente uma nova tentativa de ruptura institucional, que teve início no final de 2022 e culminou nos atos de 8 de janeiro de 2023. Felizmente, a democracia resistiu, mas isso reforça que as entidades precisam estar atentas e mobilizadas para evitar que novos golpes voltem a ameaçar o país”, destacou.
Já para o diretor Max Foeppel, essa atividade política é essencial que ocorra todos os anos. “A denúncia do que foi esse triste período da História do Brasil deve ocorrer sempre, pois lembrar é crucial para que nunca mais aconteça; para que os crimes terríveis praticados contra milhares de brasileiros e brasileiras não volte a acontecer jamais!”, concluiu Max.
O regime instaurado em 1964 foi marcado por censura, perseguições políticas, prisões arbitrárias, torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados, tendo se estendido por mais de duas décadas. Durante esse período, estudantes, artistas, jornalistas e lideranças populares foram duramente reprimidos. No Rio Grande do Norte, a memória da ditadura carrega nomes de mortos e desaparecidos políticos, como Hiran de Lima Pereira, Zoé Lucas de Brito Filho, Djalma Maranhão, Emmanuel Bezerra dos Santos, Luiz Ignácio Maranhão Filho, Lígia Maria Salgado Nóbrega, José Silton Pinheiro, Anatália de Souza Melo Alves, Gerardo Magela Fernandes Torres da Costa, Edson Neves Quaresma, Luiz Gonzaga dos Santos, Sebastião Gomes dos Santos, Virgílio Gomes da Silva e Glênio Sá, além de inúmeras outras pessoas perseguidas.
Durante o ato, a presidenta do Comitê Estadual por Memória, Verdade e Justiça do Rio Grande do Norte (CEV), Jana Sá, destacou a importância de manter viva a memória histórica como forma de resistência. Segundo ela, o momento atual exige vigilância diante de ameaças à democracia. “Num momento em que o autoritarismo volta a se reorganizar no país, lembrar é um ato de resistência. E ocupar as ruas, os espaços de cultura e de debate é reafirmar que a democracia só se sustenta com memória, verdade e justiça. Sem isso, o ‘nunca mais’ vira apenas uma frase vazia”, afirmou.
Para o SINTRAJURN, a participação no ato reafirma o compromisso da entidade com a defesa dos direitos humanos, da democracia e da justiça social, além da valorização da memória como instrumento fundamental para evitar a repetição de violações históricas.
Do SINTRAJURN, Caroline P. Colombo





