Por Janilson Sales de Carvalho – Coordenador Geral do SINTRAJURN

A primeira assembleia híbrida realizada pelo SINTRAJURN em 01/08/2026 teve como principal decisão a paralisação das atividades no dia 13/08/2026 para pressionar o envio da Reestruturação das carreiras do PJU pelo STF para o Congresso Nacional. Trata-se realmente de um momento histórico no sindicalismo do RN. A assembleia rompeu as fronteiras permitindo que filiados de diversos lugares pudessem participar ativamente. Houve a participação telepresencial do coordenador da FENAJUFE, Fabio Saboia, que esclareceu a situação atual sobre a derrubada dos vetos e da reestruturação. A fala de Saboia demonstrou que a realidade desses dois temas está difícil, principalmente, por se tratar de um ano eleitoral com os congressistas buscando a reeleição em seus estados. Saboia também informou que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, só encaminhará a Reestruração se os vetos forem derrubados.

A fala de Saboia foi seguida por um debate baseado nas questões enviadas pelos filiados. A decisão sobre a paralisação foi fruto de uma análise profunda desse diálogo. Estamos no olho do furacão gerado pela queda de braço provocada pelos três poderes. Somos os únicos servidores cujas demandas salariais passam pelas três peneiras dos poderes. Sempre foi assim. Nenhum reajuste salarial saiu por simpatia de nenhum deles. Diversos planos foram aprovados a ferro e fogo por paralisações e longas greves. A reestruturação está há três anos aguardando uma decisão do STF e isso revela que se não houver mobilização nada acontecerá. O nosso futuro depende da nossa luta.

Há, naturalmente, uma situação totalmente nova marcada pelo trabalho remoto. Sabemos que as máquinas estão contabilizando cada movimento processual, cada assinatura em documento e cada petição anexada. Esses dados, invisíveis aos nossos olhos, aparecem como um grande vazio nos relatórios de produtividades. Os tribunais sabem a cada momento se os dados estão evoluindo ou não. Nada passa despercebido. As pastas dos processos se avolumam e não se retorcem ou quebram como as antigas prateleiras de metal, mas vão se unificando e gerando páginas e páginas que revelam um corpo em desalinho com a sua febre e seus espasmos. Algo realmente desagradável para um poder que estabelece o tempo todo metas inalcançáveis para os servidores atuais e não autoriza a contratação de novos para substituição daqueles que já se aposentaram. A paralisação é urgente e necessária e a participação presencial no ato do dia 13/08 é fundamental

Os ofícios sobre a paralisação já foram encaminhados para os três tribunais federais que atuam no RN. A legislação sobre os atos paredistas está sendo cumprida com a proposição da permanência de 30 por cento do efetivo. O ato do dia 13/08/2026 ocorrerá das 7h30 às 16h no TRE/RN na Av. Rui Barbosa, 165 – Tirol. Contamos com a presença de cada filiado. A vitória depende de nós.

Compartilhe nas redes sociais: