No intuito de intensificar a nossa luta pela não aprovação da Reforma da Previdência, o Sintrajurn enviou dois representantes ? Brasília na última semana. O coordenador-geral Cláudio Bulhões e o diretor executivo, Max Campos, estiveram em Brasília entre os dias 16 e 19 de maio e viveram a turbulência que abalou o Planalto depois das acusações contra o presidente Michel Temer.
Os primeiros contatos ocorreram na quarta-feira, 17 de maio, entretanto, no mesmo dia, estava ocorrendo a Marcha Nacional de Prefeitos. O Governo aproveitou a ocasião para editar medida provisória perdoando 90% dos juros e multa das dívidas dos municípios com a Previdência Social e o alongamento do prazo de pagamento em até 200 meses. Tudo isso em troca do apoio dos prefeitos ? s Reformas devendo estes pressionar os parlamentares para que as aprovem.
Eram mais de cinco mil prefeitos percorrendo os gabinetes dos deputados, o que dificultou as audiências. Os posicionamentos foram apresentados por assessores parlamentar. Se posicionaram contrários ? Reforma os deputados Zenaide Maia (PR) e Antônio Jácome (PTN). Rogério Marinho (PSDB), Fábio Farias (PSD) e Felipe Maia (DEM) declararam favoráveis ? Reforma.
Os diretores saíram de lá com a sensação de que seria bastante difícil mudar o cenário e barrar os ataques ? classe trabalhadora, mas as coisas mudaram quando no final do dia foram divulgadas as acusações e gravações contra o presidente Michel Temer. No dia seguinte, 18 de maio (quinta-feira) ao voltarem ao Congresso, já havia ocorrido uma debandada de deputados e não foi mais possível continuar com as audiências.
Ao abalar as estruturas do poder em Brasília, as delações também mudaram o cenário para a aprovação das Reformas que foram suspensas por tempo indeterminado. Os trabalhadores agora precisam pressionar e acompanhar de perto o desenrolar das investigações, cobrando dos parlamentares que se posicionem. A Marcha #OcupaBrasília toma agora contornos ainda mais importantes.

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