Durante a assembleia ocorrida na sede do Sintrajurn no dia 18 de junho, o coordenador financeiro do Sindicato, Eraldo Macedo, pôde fazer uma apresentação detalhada da situação financeira da entidade e todas as medidas tomadas pela direção para sanear as finanças.
O primeiro ponto foi mostrar que a direção recebeu o sindicato com caixa de R$ 313.576 e que atualmente o sindicato está com R$ 609.375. Apresentou os números das contas bancárias, fundos de investimentos e fundo de greve. Ele ainda mostrou que mesmo com a decisão de abastecer o Fundo de greve com 3% do valor das contribuições mensais, por decisão de diretoria o Sindicato tem destinado 5% ao mesmo, no intuito de fortalecer as lutas futuras da categoria.
Em seguida foram relatadas as medidas de economia tomadas desde o início da gestão, com a substituição do escritório de advocacia, que utilizava a estrutura do sindicato, por outro que atendesse em seu próprio escritório; cancelamento do pagamento de notificação judicial para o advogado; dispensa da estagiária do advogado com assinatura da carteira e reconhecimento dos direitos trabalhistas, troca do contador por um escritório de contabilidade; dispensa do pagamento do programa de contabilidade; dispensa da jornalista, funcionária do sindicato, para contratação de uma assessoria de comunicação; dispensa do diagramador e da revisora do jornal, cujos serviços passaram a ser realizados pela própria assessoria de comunicação; troca da gráfica que imprimia o jornal, com diminuição da tiragem e substituição do papel utilizado por um mais econômico; dispensa de uma das funcionárias em razão do serviço do advogado e do contador terem passado a ser feitos efetivamente pelos novos contratados.
Segundo Eraldo, com a economia alcançada com as medidas descritas foi possível investir em coisas mais relevantes para a categoria como a criação do Fundo de Greve, a liberação de um coordenador para cuidar exclusivamente dos interesses dos servidores e a realização das greves de 2014 e 2015, que consumiram vultosos investimentos, com envios de caravanas a Brasília, Recife e João Pessoa, custeio de ônibus para caravanas de Goiás e do Paraná ? Brasília, entre outros gastos.
Foi esclarecido também o papel da diretoria e do conselho fiscal na prestação de contas, ou seja, que cabe ? diretoria a prestação de contas e ao conselho fiscal apresentar um parecer. Foi este parecer que foi o apresentado durante a assembleia.
A partir desta gestão, as contas são prestadas mensalmente, digitalizadas e publicadas integralmente na área do sindicalizado na internet, com acesso para todos.
Durante a assembleia foi esclarecido que só havia ocorrido uma eleição para conselho fiscal na história do sindicato, em março de 2006, e que, portanto, em março de 2009 tinha expirado o mandato dos conselheiros, uma vez que o estatuto prevê mandato de três anos. Ainda de acordo com o estatuto, a eleição do conselho ocorre um ano após a posse da diretoria. Sendo assim, o atual conselho fiscal foi eleito com atraso de cinco meses, justificado e aceito em assembleia, em 9 de maio de 2015, sanando a ausência do conselho.
Em maio de 2016 fez um ano da posse do Conselho e, nos termos do estatuto, foi apresentado ? Diretoria Executiva o parecer para submissão ? assembleia geral, o que ocorreu e foi aprovado por maioria. O Conselho não concordou em analisar as contas anteriores ao seu mandato, de forma compreensível, pois não existia a obrigação. Por isso o coordenador financeiro Eraldo apresentou a proposta de contratar uma auditoria externa para analisar as prestações de contas do período em que não havia conselho fiscal, a qual deveria apresentar relatório para subsidiar o parecer do Conselho Fiscal, referente ao período em aberto, proposta que foi aprovada por maioria na assembleia e assim será feito.

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